O dogma libertário e progressista


Para ser um autêntico "buscador espiritual" é preciso ser um "filósofo".

Filósofo no sentido de livre pensador - que questiona, reflete, pondera, sente e investiga.

Vivemos rodeados de frases feitas, conceitos formatados, crenças cristalizadas, que por serem bonitos e nos confortarem, acabamos aceitando como verdades... quando na realidade não são.

Ainda que ninguém possa ser dono da Verdade, a Verdade nunca foi relativa. Entretanto, alguns estão mais próximos Dela, outros menos, de acordo com o seu grau de sabedoria.

Então, esses que estão menos próximos terão suas "mentiras convenientes" tidas como verdades.

É a CONVENIÊNCIA que distorce os fatos prejudiciais e os transforma em algo bom, certo e bonito.

Hoje em dia, existe uma ânsia e necessidade constantes em ir contra os dogmas religiosos, entre os espiritualistas ditos "livres". Claro... isso porque os dogmas engessam, robotizam e adestram a maioria das pessoas, sem que verdadeiramente a transforme moralmente. É até compreensível...

Porém, ao quererem contrariá-los por simplesmente os julgarem de "dogmas", grande parte dos ditos espiritualistas decaem no autoengano, achando correto SER ou FAZER O OPOSTO deles (dogmas)... o que é completamente insano.

Quando os preceitos religiosos dizem: "Não faça tal coisa porque é imoral", os "rebeldes espiritualistas" fazem a tal coisa, como uma espécie de birra ou protesto. Dizem ainda que é certo porque é da "natureza humana" fazer.

Isso acontece porque estão erroneamente CONDICIONADOS a acreditar que qualquer comportamento libertário é o correto. Associa-se a liberdade de fazer o que bem querem como o bem primordial. O respeito e a honra se tornaram irrelevantes.

Como sempre venho dizendo há anos (e não me canso de dizer), a moral não é um conceito religioso inventado para nos castrar ou censurar (apesar de as religiões o fazerem)... A MORAL É UMA VIRTUDE INATA DO ESPÍRITO. E só alcança essa virtude aqueles que realmente despertam e integram o SER (Eu Maior) à personalidade. Contudo a moral do espírito está muito mais ligada ao bom senso e à nobreza de caráter, não, a um preconceito hipócrita adquirido mentalmente.

Ser uma pessoa íntegra moralmente nunca significou ser um "inquisidor" dos pecados alheios. No entanto, significa SER LIVRE dos vícios, comportamentos libertinos e instintos que aprisionam a alma.

Aquele que se acha "livre" para ter suas satisfações sensoriais realizadas a todo custo, nunca de verdade foi livre, mas sim, um total escravo e prisioneiro de seus desejos primitivos. A real liberdade está muito mais em nosso íntimo, do que nas exterioridades do mundo.

Quanto mais lapidados internamente ficamos, menos escravos da "carne" nos tornamos. 

Por isso, repito: antes de se mostrar um "espiritualista", seja um "filósofo". Pois a Filosofia tradicional também tenta desobstruir a LUZ DA MORAL ESPIRITUAL de toda a sujeira dos instintos animalescos existentes no humano.

Questione a sua ânsia e rebeldia em ser livre aos dogmas ou preceitos religiosos. Pergunte-se se não é apenas o seu ego querendo uma desculpa para continuar com seus apegos mundanos. Quem é desperto não precisa ir contra a religiosidade, mas apenas seguir seus valores superiores internos, sabendo o que é sensato e coerente.

O problema de ser um "espiritualista" sem ser questionador, é que apenas há o desejo de fugir do puritanismo ou moralismo religioso, consequentemente decaindo na depravação, nos vícios e na promiscuidade. Por fim, acabam defendendo a LIBERDADE acima de qualquer princípio ético ou dignidade.

Muito mais do que dogmas "progressistas" libertinos, supostamente (ou falsamente) espirituais, precisamos da Filosofia e do livre pensar...

Em busca da verdadeira moral e nobreza de uma Consciência desperta.

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