JÁ TERIA VALIDO A PENA...


Uma pergunta que eu costumo fazer a mim mesma é:

"Se eu morresse hoje, estaria feliz comigo?"

Pode parecer absurdo ou até vaidade aos olhos comuns, mas a sensação que me vem como resposta é: "sim".

"Sim?! Como assim, sim?!", muitos se perguntariam, me acusando de ser uma pessoa medíocre, sem realizações na vida, aquisições ou reputação social.

É contraditório, mas apesar de não ter nada dessas coisas conquistadas, eu me sinto realizada no patamar consciencial que cheguei.

Não importa a mim nem mesmo ter alcançado Plenitude Espiritual, Iluminação, Graça... Importa apenas que galguei o nível de percepção que no momento vivencio. 

Pode parecer pouco, mas para mim não é. Eu realmente sinto alegria por ter chegado no estado espiritual em que me encontro. 

Por mais estranho que pareça, sinto gratidão pela Vida por ter tido a oportunidade de me abrir a tamanha conexão com o divino.

Sei que todas as pessoas têm a oportunidade, mas me parece que a mim, isso já foi decidido e combinado antes de "aterrissar" neste planeta. O propósito de ter vindo aqui foi exclusivamente espiritual.

Não tinha como eu fugir desse destino, por mais que eu quisesse. Todas as dores e traumas vividos desde criança tinham o propósito de me lapidar para me fazer ter brilho.

Estar aqui exclusivamente para o espírito e deixar uma mensagem, não significa não aproveitar o bom e o belo que o mundo terreno nos oferece. Quanto mais nos aprofundamos em nós, mais valor, sensibilidade e alegria sentimos pelas coisas simples da vida. Reparamos em muito mais riqueza e milagre no nosso dia a dia, do que uma pessoa que vive somente para o sensorial e seus desejos mundanos egoístas. Em geral, pessoas egocentradas tendem a se entediar muito fácil e a querer buscar sempre mais variedades e quantidades. Nada preenche, por isso nada valorizam realmente... tudo se torna fugaz e descartável, cada vez mais rápido.

Quando digo que me sinto realizada pelo nível de consciência alcançado, não quer dizer que eu me conforme com ele. Eu simplesmente me abro à possibilidade de galgar níveis mais elevados, porém sem me cobrar, ter expectativas ou desejo de querer atingir nada.

Talvez por isso mesmo é que a Consciência em mim se expanda naturalmente. Deve ser porque vibro constantemente a gratidão de ser quem eu sou no momento presente... ou seja, a nada me prendo como meta ideal.

Minha felicidade está em SER QUEM HOJE EU SOU, não em ter feito, realizado ou adquirido algo. Minha realização é a de me desenvolver mais como ser humana genuína e ser um exemplo aos outros de que é possível a todo mundo.

O próprio fato de você ser um alguém mais consciente e sábio já é uma missão se realizando ao mundo... já é um propósito maior em movimento.

Outra coisa que me faz feliz é me saber cada vez mais Amor. 

A manifestação do Amor também vai se potencializando, assim como a sua Consciência. Por isso mesmo é que eu digo que não importa se ainda não somos o Amor em plenitude... o que importa é SE PERCEBER MAIS E MAIS AMOR. 

Podemos nos desconectar desse amor várias vezes ao dia, mas quando a Vida nos testa e nos dá a chance de elevarmos vibracionalmente em Luz, parece que mesmo nos desconectando dele, sua presença começa a ficar cada vez mais constante em nós. 

Percebo que o Amor não é sempre dócil e agradável como todo mundo pensa... o Amor é uma energia muito forte que age com justiça e discernimento para saber o que é correto em dada situação. Portanto, algumas vezes o Amor age de forma cortante.

Se ver como Amor é chegar à conclusão de que Ele é o máximo valor (ou viver) a ser alcançado. Mesmo que conceitualmente achemos que Consciência, Paz, Sabedoria, Felicidade e Amor sejam tudo a mesma coisa, se fosse possível escolher apenas entre um deles, qual você escolheria viver?

Se você soubesse que com o Amor inevitavelmente viria a dor pelo outro, e que em muitos casos é você quem sofreria bem mais comparado às outras pessoas ao seu redor, você escolheria o Amor? 

Você escolheria o Amor se soubesse que teria que se sacrificar pelo bem do próximo, e até mesmo renunciar sua harmonia e serenidade? 

Se esse conceito espiritual de que o Amor traz plenitude e paz de espírito fosse só um conceito errado, você se entregaria ao Amor?

Quando o Amor realmente está crescendo em você, DE FATO, a felicidade não mais está focada no bem-estar, na paz, na tranquilidade ou na eliminação da dor... A felicidade é o próprio Amor... que sente a dor do outro, que se sacrifica, que renuncia, que "mata" o desejo do ego de querer se dar bem. E tudo isso dói, mesmo sendo razões para a verdadeira felicidade - que as pessoas confundem com prazer.

Isso eu ao menos sei, mesmo não vivendo o Amor numa constante. Mas o fato de eu perceber Ele quando está presente em mim, faz eu conhecê-lo intimamente na sua essência.

Quando o Amor está presente, nada mais importa a não ser SER AMOR. Você não quer ganhar nada com Ele; você apenas quer se doar. A plenitude sentida quando estamos amando tem a ver com a gratidão de se ver como Amor... e com a devoção ao todo que isso acarreta.

Como então não ser feliz comigo ao enxergar tamanha beleza divina?

Não importa que eu ainda não seja a sua manifestação completa. A simples constatação do que eu sei de mim já me satisfaz no aqui e agora.

Eu morreria feliz só por saber que eu e você somos um.

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