SEM INTEGRAÇÃO NA LUZ NÃO HÁ COMPREENSÃO DO UNO
É... Acho que já devo ter falado, mas não me importo de dizer mil vezes ou mais:
NÃO SE ALCANÇA A UNICIDADE ATRAVÉS DE UM CONCEITO.
Acreditar ou ter teorias mentais de que Deus, o Todo, ou a Fonte é una, e que portanto não devemos considerar as coisas ou os indivíduos mergulhados em ilusão egoica e prejudicial, não nos tornará mais elevados espiritualmente.
É óbvio, para quem alcançou um nível mais amplo de Consciência, que as ações ruins de alguém, baseadas na identificação cega ao Ego, são consequências de uma mente mergulhada em ilusão e ignorância.
Aquele que age de forma desgovernada, sem escrúpulos e com crueldade está consciencialmente afastado da Fonte, que é Luz.
Ter esse SENTIMENTO dentro de si já é sair da dualidade "bem" e "mal" maniqueísta.
Saber discernir que a ignorância deve ser extinta com o conhecimento vivencial (não, mental) de quem realmente somos como espírito, e não apenas fazer uma indiferenciação (neutralidade) conceitual do que nos aprisiona (mal) e nos liberta (bem) como seres, É ALGO IMPRESCINDÍVEL nos dias confusos atuais.
Ter esse discernimento não é para sentirmos ódio, querermos vingança, ou desejo de destruir aquele que está cego pelo egoísmo (mal). Pelo contrário, é exatamente esse discernimento que faz com que OLHEMOS, ENCAREMOS e CONSCIENTIZEMOS cada vez mais as pessoas e o mundo, tão iludidos e de alma empedernida.
O propósito daquele que desperta e vai se integrando mais ao Ser é o de apontar todo o falso que só cria sofrimento e desgraças a todos. Mas apontar é simplesmente apontar, ou seja, fazer com que aquilo que a maioria não esteja enxergando (ou que vê como benéficas) fique às claras, pra que, então, possamos transcendê-lo.
Se você não vê algo como RUIM, PREJUDICIAL, FALSO, MESQUINHO, EGOÍSTA, você torna essas coisas neutras, irrelevantes e indiferentes, não tendo a chance de curar e transmutar escuridão em luz. Essa "neutralidade" que algumas vertentes espirituais pregam é só um conceito que torna a ação humana muito perigosa. Em geral, dá-se força e livre acesso a forças alicerçadas no poder egoísta (mal).
O mal, como já disse, é IGNORÂNCIA espiritual/consciencial. Mas não é por ser ignorância ou inconsciência que esse poder deve ser tratado como algo correto e natural de acontecer. (Pois com essa visão, não buscamos ascender a níveis mais elevados de liberdade e amor). Não é na isenção ou indiferença ao que é mal (ruim) que nos tornamos integrados e compassivos. Isso ainda é uma crença, não um real sentir da alma.
Quando nos integramos mais ao Amor ou à Consciência Maior sentimos, sim, amor universal e incondicional por tudo. Mas é exatamente por sentirmos esse Amor que a Vontade de libertar as pessoas da ignorância (mal), apontando e conscientizando, nos preenche por completo.
Você alerta o mal, mas sabendo que é o desconhecimento do indivíduo ou de certo grupo daquilo que é Verdade/Amor/Consciência. Simples, assim.
Você não ignora aquilo que destrói, aprisiona, corrói, impõe medo, culpa, ódio, sadismo... Tampouco sente raiva ou impulso de destruir tudo isso - já que seria contraditório se utilizar da mesma energia que causa o sofrimento (mal). No entanto, já sabemos discernir e nos posicionar diante dele.
Esse tipo de conceito leva as pessoas a acharem que se uma pessoa comete um crime insano a nós, nos violenta ou até tenta nos matar, é porque foi preciso acontecer, por causa do nosso carma ou porque o "mal é só um ponto de vista"; aquilo foi para o nosso "bem". Isso vai nos deixando cada vez mais inertes, passivos, conformistas e vulneráveis.
Eu pude vivenciar essa crença na minha vida, através de vertentes espiritualistas, e pude sentir o estrago que ela faz no psicológico. Há, sim, uma pseudo-paz e harmonia, mas é só um comportamento artificial implantado. Nos bastidores, a sujeira está sendo amontoada até virar uma avalanche.
Muitas crenças dizem que é através do sofrer que nos elevamos como espírito. Pela vivência caótica nesse mundo, posso até acreditar que todos estão aqui para experienciar isso. Mas, hoje, sinto profundamente que não é o sofrimento em si, necessariamente, que liberta a todos. Pois há muitos que se aprisionam ainda mais nele.
O meu sentimento, atualmente, é de que não estou nesse mundo para me elevar como indivíduo, simplesmente. Mas, sim, me elevando, elevar a vibração da humanidade como um todo. Algo em mim já não tem mais uma vontade pessoal de me libertar do sofrimento e alcançar a paz ou a plenitude. Não. O sentimento é de que meu propósito é me libertar, com o intuito de libertar os outros, pois se não tiver esse motivo, a mim não faz muito sentido transcender a mente.
Porém, para transcendermos a mente egoica e separatista, é importante OLHARMOS TODAS AS MAZELAS do mundo e nos posicionarmos na moral de luz.
Pois se houver a crença de que as coisas negativas devem ser como são e ter o livre direito de agir, nunca haverá transcendência e libertação como seres verdadeiros nesse planeta. Seremos meros indivíduos sem empatia e totalmente indiferentes.
O papel de quem desperta é acender a Luz na escuridão e disseminar Consciência; não a de achar que tudo deve ser do jeito que é, e aceitar a mente doentia e egoica (mal; ilusão) do homem (ou de qualquer outro ser) como perfeição.
O mal e a dualidade nesse mundo existem, sem de fato ser verdadeiro como Unicidade .
Sendo, assim, denunciemos todo o falso... Sem ignorarmos o seu poder e efeito em nós.



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