O DILEMA DO EGO DIANTE DE NOVOS DESAFIOS
Resolvi me colocar de vez na jornada de gravar vídeos e compartilhar todo esse processo de Despertar Espiritual... Por isso, a falta de tempo em escrever.
Confesso que é mais difícil a mim, colocar em oratória aquilo que eu percebo e sinto, por ser algo muito complexo ou abstrato para ser encaixado em palavras simples e popularmente usuais... Fora a dificuldade em fazer monólogos, já que tenho mais facilidade em conversar sobre esses assuntos com os outros.
Quando me vem os insights, não é exatamente uma "pauta" bem elaborada que vem na mente, mas, sim, um sentimento juntamente com as percepções. Traduzir sentimentos e percepções não é lá muito simples, se você não tem uma mente lógica muito afiada. E, sim, meu desenvolvimento sempre foi muito mais no lado direito do cérebro.
Mesmo assim, acredito ser importante eu exercitar o dom da fala. Apesar de ouvir de muitos amigos e conhecidos que eu consigo me expressar bem (talvez, no diálogo), acho que minhas várias fases de introspecção, por toda a vida, me inibiram a oratória e a minha exposição em público.
Houve um tempo em que eu tinha pavor em falar em público. No ginásio era um sacrifício fazer apresentação de trabalho. Eu não sentia só medo (nervosismo), mas uma raiva enorme por ter que me expor à força.
Isso foi melhorando um pouco no colegial. Eu e minhas amigas de grupo até resolvemos fazer um curso rápido de teatro pra podermos melhorar com a desinibição (pois muitas tinham essa dificuldade). O mais surpreendente é que eu me descobri como uma boa improvisadora e, inclusive, sendo elogiada pela professora e alguns colegas, pela interpretação. O único problema, segundo a professora de teatro, era que eu ria de mim mesma em alguns momentos da atuação... Ou seja, não me levava a sério.
Sempre tive períodos intercalados de ser introvertida e extrovertida (por isso, não diria que sou "tímida"). Calma... Não é "transtorno de dupla-personalidade"... É que eu tenho uma espécie de "termômetro" de ambiente, em que meço o grau de abertura e acolhimento em agrupamentos de pessoas. Se eu sinto que há muita competição de Egos narcisistas, eu logo me fecho; se eu sinto que há simplicidade, eu fico mais à vontade e expresso o meu jeito "brincalhona" e falante (se eu descuido, fico tagarela).
Mas como o mundo quase sempre foi competitivo e hostil, não tive lá muita chance de me expor mais. Até mesmo em roda de amigos, eu via nitidamente o "desfile na passarela" dos mais engraçados e interessantes, egoicamente falando. Então, eu preferia me ocultar...
Eu fico observando o meu Ego, nessa oscilação de introversão-extroversão. Não é à toa que eu me identifico com os "aspergers", já que eles têm dificuldade em ser sociáveis, porém quando lhes dão brecha, desatam a falar e expor o que eles percebem ou conhecem, de forma até um tanto inapropriada (exagerada).
No caso dos vídeos, no entanto, não é uma situação hostil, mas também não é uma real troca, face a face, com um interlocutor, no qual temos (ou não) um sinal de compreensão. Isso me deixa um pouco confusa. Isso, na verdade, me deixa um tanto constrangida...
Contudo, isso está bem longe de ser cansativo, ruim ou de desprazer. Fico bastante estimulada em falar e tentar explicar o que vejo e vivencio. Talvez porque a minha comunicação falada seja tão simples, que eu acho que muitos vão - não só me entender um pouco melhor - mas, constatar que EU MESMA sou simples.
Talvez muitos se perguntem o por quê de meus textos serem mais elaborados e até pedantes... Eu não tenho certeza, mas novamente acho que minha mente tem um "quê" de espectro autista. Acredito que a quem tem essa síndrome, é bem mais fácil a comunicação escrita, pela prática adquirida nos vários momentos de solidão e introspecção.
Monologar é a minha mais nova experiência, que está sendo interessante.
O desafio agora é observar o meu personagem preocupado com a realização do "projeto" de divulgar os vídeos, sobretudo porque a publicação dos meus livros acabou não dando certo.(Zica, macumba, olho gordo, obsessor?). A mente vem e me joga vários dramas, dizendo que isso também será um "tiro n'água"... Afinal, é através das visualizações dos vídeos que a coisa se dissemina. "Mas como isso se dará, se na minha situação existe uma pré-visualização dos vídeos gravados, por sei lá quantas pessoas?" o Ego fica neurotizando. "E aqueles que acharem os vídeos e comentarem, entrarão no esquema também?" complementa.
Felizmente, minha Consciência vem e diz que é "deixar acontecer, se for pra acontecer". Não importa quem, quantos, como, quando... A minha vivência compartilhada vai alcançar a quem tiver que alcançar. "Mas eu estou desempregada, meu din-din está acabando! E a coisa da monetização pra pelo menos ter um trocado? Eu estava esperando vender os livros e não deu certo... Vai ser de novo, tempo perdido?" a mente, finalmente, mostra a sua face de interesse.
A Consciência diz: "deixa fluir que as oportunidades chegam".
Até que o Ego murcha e o Ser se integra, retomando à frente: "Eu confio, porque estou pela Verdade".
Assim como havia meus momentos de introversão e extroversão, agora há meus momentos de personalidade e Consciência...
E na integração: o Ser.






Comentários
Postar um comentário