INDEPENDENCE DAY
O que irei contar hoje aqui, talvez seja um divisor de águas e um grande ponto de mutação que irá abalar estruturas e derrubar castelos de areia.
Meditei muito sobre a razão de escrever isso e constatei que não tem nada de pessoal, mas, sim, de Algo Maior me incentivando a pôr as cartas na mesa e "dar nome aos bois".
Na verdade, eu mesma, por mim, deixaria isso pra lá - já que causará polêmicas e contrariedades, principalmente quanto à minha pessoa. No entanto, como já venho dizendo em alguns textos atrás, são assuntos que já não cabem a mim decidir guardar ou silenciar; não há escolha, pois sou agora uma espécie de mensageira de consciências que querem derrubar sistemas de manipulação.
Já faz algum tempo que venho procrastinando em relatar minhas percepções e vivências. Achava que não deveria e que a melhor coisa era focar somente nas coisas impessoais. E não é que não sejam realmente mais importantes, mas me parece que "algo" quer transformar situações na minha vida, pra que o propósito dele possa ser realizado. Em outras palavras: é preciso mexer nas estruturas do micro para que possa manifestar o macro.
De uns meses pra cá, fui percebendo aos poucos que as mensagens nos meus textos eram basicamente para nos atentar à libertação de sistemas de crenças, mestres, gurus, ou guias. Uma inspiração forte vinha, dizendo que já era tempo de deixar de dependermos de qualquer tipo de autoridade, ainda que esses tenham nos servido para certos aspectos de conscientização.
Sem descartar a importância que foi o processo de Despertar, conhecendo os diversos caminhos espirituais, o momento, agora, parece pedir urgentemente uma independência e autonomia consciencial - além da psicológica. O momento quer que percebamos a nós, a vida e o mundo pelo Coração, sem qualquer influência externa de terceiros.
O que irei escrever poderá causar revoltas e me custar uma boa imagem (se é que ainda tenho uma). Mas, infelizmente, terei que pagar o preço. Pois minha devoção estará sempre pela Verdade e tudo o que seja necessário para que o falso venha à tona.
Como já pude relatar sobre o início do meu Despertar e da crise iniciática que se instalou na minha vida - promovendo grandes impactos e o caos em todas as áreas dela -, tudo isso "coincidentemente" inciou num dia peculiar - 14 de outubro de 2008 -, no qual o mundo ufológico esperava com expectativa o aparecimento de grandes naves extraterrestres no céu, como havia anunciado uma médium australiana. Não apareceram, causando raiva e chacota de todos. Mas o fato disso ser algo muito significativo a mim, é porque as informações que eu recebia nesse exato dia, eram extremamente impactantes a uma pessoa tão leiga como eu. Dezenas de véus foram retirados em um único dia, fazendo eu me deparar com uma realidade que inconscientemente já sentia existir.
Mais tarde fui descobrir por um notório sensitivo que os ETs haviam "acionado" dispositivos em nossa atmosfera, para despertar aqueles que precisavam urgentemente ser chamados. Fiquei pensando que talvez a mensagem da tal médium australiana fosse apenas um chamariz extrassensorial. (Quem sabe?)
O que eu recebia eram informações espiritualistas de profecias, mas todas de cunho conspiracionista e EXTRATERRESTRE. Minha razão achou aquilo um absurdo, mas meu Coração nunca sentiu tanto sentido em toda vida. Resolvi escutá-lo, mesmo a mente brigando e debochando.
Logo após eu receber essas informações a lá ficção científica, um mês depois, meu mundo emocional e físico literalmente começou a desabar. Tudo sincronisticamente começou a acontecer, forçando uma mudança radical, ao me fazer retornar ao Brasil, já que nessa época eu vivia há alguns anos no Japão.
A crise surgiu, não somente a nível pessoal (com um duro golpe físico e psíquico), como também a nível global. O Japão passava pela maior crise econômica de todos os tempos, após a Segunda Guerra, prejudicando com maior intensidade todos os estrangeiros imigrantes. Mais da metade dos compatriotas brasileiros e latinos foram demitidos, muitos não tendo nem mesmo onde morar. O Governo japonês implorava pra que nós voltássemos à nossa terra tupiniquim. (Um outro detalhe é que um ano e meio depois do meu retorno ao Brasil, uma terrível Tsunami iria arrasar uma cidade japonesa, fazendo parecer que todo o mal recaia àquele país. (Seria um "castigo divino" método Haarp?).
A crise era o grande sinal de que eu estava sendo "convidada" a retomar o meu caminho e à minha missão.
Não somente informações surgiam a mim em grande massa, como também pessoas que estavam na mesma reverberação apareciam convenientemente em grupos na internet. Sentia, pela primeira vez, estar encontrando meus semelhantes - antes perdidos e distanciados em meio ao planeta.
Um dos temas que fez com que eu os encontrasse, inicialmente, era o das "Crianças Índigo", pois as características dessas almas batiam com tudo o que eu havia vivenciado desde a infância devido a hipersensibilidade e à quebra de padrões e valores vigentes, pelo meu próprio jeito de ser. A sensação era de que tudo começava a fazer um tremendo sentido, ao descobrir do porquê eu, desde nova, ter a impressão de precisar cumprir uma missão coletiva, num contexto altruísta de inspiração. Fazia sentido também minha inadaptação ao modus operandi do mundo e a inexplicável rejeição das pessoas a mim.
O assunto, então, foi o que me fez encontrar um grupo espiritualista universalista, através de um vídeo de uma palestra na internet. As pessoas mandavam perguntas e a entidade espiritual (guia) as respondia. Após alguns vídeos a mais vistos, me interessei o suficiente para entrar no site deles e descobrir do que se tratava.
Suas mensagens eram desconcertantes e ao mesmo tempo, reveladoras. O guia espiritual era direto e tosco nas falas - bem diferente de outras entidades "benevolentes" e gentis, com seus clichês "Amados irmãos e irmãs". Isso, de alguma forma, me atraiu.
A essência do grupo universalista era uma espécie de ecumenismo entre todas as filosofias religiosas, em que se fazia uma releitura de todas as escrituras sagradas existentes. E o que as releituras apontavam era basicamente ao DESAPEGO e a EQUANIMIDADE diante às vicissitudes da vida. O Cristianismo, o Espiritismo, o Budismo, o Hinduísmo, o Taoismo, e outros mais convergindo para um único objetivo: a libertação do sofrimento.
A "retórica" era impressionante, o que aparentava nitidamente uma grande sabedoria da entidade. Comecei a participar ativamente do fórum do grupo.
Extremamente fragilizada e desiludida da vida (aos vários fatores já contados e à mudança radical de mundo), achei que os ensinamentos do grupo era tudo o que eu tinha que abraçar... Achei que as pessoas que participavam dele era uma verdadeira família e me senti acolhida por ela. Fiz amizade virtual com muitas pessoas de lá, mais tarde, podendo conhecer uns quatro integrantes, pessoalmente. O que foi maravilhoso. Porém, quanto mais eu me envolvia e participava virtualmente dele, mais os conflitos começaram a surgir.
O conflito que se instalava era de cunho afetivo, envolvendo outras pessoas (talvez várias ao mesmo tempo). Mas mesmo querendo deixar toda "coisa" pra trás e me aproximar das pessoas por quem sentia amizade e carinho, parecia haver um bloqueio invisível, o qual fazia de tudo pra que as pessoas sentissem raiva ou "virassem as costas" a mim. Aonde eu queria ir pessoalmente e conhecer alguns integrantes, o "conflito" se adiantava e os conhecia antes de mim, conquistando a confiança e já me deixando em desvantagem. (Afinal, a convivência, por pior e mais sem sal seja, acaba sempre vencendo). Eu não queria competir com ninguém ali, apenas queria me aproximar das pessoas que gostava. Só isso. Mas a pressão era: "Ou você entra na competição, ou você tira o seu time de campo". E foi o que acabei fazendo, sem hesitar: saí do caminho de quem me queria longe. E quem disse que alguns outros me deixaram? (Fui hackeada exatamente por isso).
Intuitivamente, eu sentia que havia algo a mais do que simples "competição de egos"; sentia que algo além não queria a minha aproximação no grupo.
Eu comecei a chamar a atenção de todos por causa das coisas que escrevia no meu Blog. O meu processo de conscientização e meus insights reverberavam em muitas pessoas (além do meu jeito "criançona" de ser), porém causava incômodo em outras.
Todo aquele conflito e das pessoas não darem mais crédito a mim; toda a crítica e difamação feitas, me causavam muita mágoa, raiva e tristeza. Mas apesar de estar melindrada com tudo, realmente comecei a ver incoerências nos ensinamentos que eram passados. Não foi, de modo algum, um capricho ou vingança. Primeiramente, por causa das nítidas reações irresponsáveis e inconsequentes de alguns do grupo, da arrogância com novos integrantes por causa de suas crenças particulares, e da frieza e indiferença que manifestavam cada vez mais... Depois, com a própria conduta da entidade-guia, que orientava os integrantes a fazerem certas coisas de um modo, e quando não tinha bons resultados, dizia que havia feito de propósito, pra que aprendessem por conta própria, através do erro. Suas recomendações eram sempre "bem intencionadas", sendo bom ou não, o seu fim. Foi uma amiga, na época, que me alertou do modo manipulador, dizendo que sentiria raiva se fosse com ela.
Eu desconfiava, porém não queria acreditar na minha desconfiança. A "programação" implantada era a de não confiarmos no que nossa mente dizia, inclusive na INTUIÇÃO, pois como se falava: "era tudo ilusão". Mas já era tarde, apesar da minha reluta em escutar a intuição, algo lá percebeu e quis me afastar de vez dali. Usou do meu emocional e mexeu na minha ferida mais profunda. Me fez passar por diversas humilhações e causar ódios das pessoas com quem sentia afinidade.
Olhando pelo lado positivo, talvez tenha sido uma bênção, o afastamento. Muitos até diriam que foi muita proteção. Acredito que os dois tenham acontecido: a maldição e, em seguida, a bênção.
Os ensinamentos faziam as pessoas agirem sem emoção, ou melhor, as reprimindo sem mesmo perceberem. Dizia que TUDO ESTAVA CERTO NA VIDA, pois tudo era da vontade de Deus. Se um mal nos acontecia, era carma de outras vidas, portanto era correto receber esse mal. Não podíamos julgar aqueles que cometiam atos insanos e cruéis, pois tudo era por uma boa razão: merecíamos. Especificamente, falava que se fôssemos alvo de crimes, magia negra e outros malefícios era porque tínhamos que passar por aquilo. Não é que eu fosse a favor de reações, ódios e vinganças quanto ao que nos faziam, mas a passividade provinda da indiferença, e o perdão originado do esforço da mente a quem nos prejudicava soavam estranho a mim.
No conflito que existia em mim, fui ficando ácida com os outros, por um tempo. Entre os membros, inconscientemente, se instalava um preconceito com aqueles que sofriam por algum motivo, já que sofrer denotava uma "imaturidade espiritual". Outro preconceito visível era com todos aqueles que tinham crenças e conceitos de dimensões astrais e seres de outro mundo, mesmo que o grupo não rejeitasse a existência disso, já que o próprio guia era um "espírito". No entanto, a máxima era de que deveríamos jogar todas essas crenças fora, pois eram ilusões que atrapalhavam o desapego ao Ego... Apesar disso, dizia que TODOS os ETs eram benevolentes, pois o Amor não era pleno somente na Terra. Sem, necessariamente, discordar e nem concordar sobre o fato dessas crenças serem entraves à Consciência do Ser, o problema era que as pessoas formavam dogmas quanto ao desapego, rechaçando qualquer assunto referente à extraterrestres e seres de outras dimensões, e ridicularizando aqueles que acreditavam e se interessavam pelo tema. Todos viam isso, mas nada faziam contra, pois achavam que era correto ser ríspido e grosseiro.
Eu, por exemplo, não podia me identificar com os Índigos, pois isso aos olhos deles era uma forma do Ego se autoafirmar. Só que eu não me identificava pelo fato de me achar melhor ou superior aos outros, eu me identificava pelos FATOS que se sucediam na minha vida toda, me dando finalmente um norte para o meu sentido de estar nesse mundo - coisa da qual, antes, era completamente perdida. Uma vez, quando perguntado à entidade-guia do porquê, no início, falar de Crianças Índigo, extraterrestres, Profecia Maia - 2012, Transição Planetária, etc., já que tudo isso era sem importância, ele simplesmente diz que era uma ISCA para pescar os "peixes"; apenas isso. E realmente foi o que havia me fisgado.
Um absurdo que não esqueço, até hoje, foi um dos integrantes mais ativos do grupo fazer uma infeliz comparação de que a indignação quanto ao assassinato de alguém era uma hipocrisia, já que todos nós matávamos BARATAS direto. Ainda perguntava: "Qual a diferença?" E outra que, alguns diziam que não era de se surpreender que um louco atirador matasse várias crianças, pois que era da vontade de Deus, por questões cármicas.
Havia muitas verdades, sim, no meio do ensinamento, mas que as maçãs podres as contaminavam dentro de um contexto, fazendo tudo virar veneno. A distorção transformava as pessoas em deterministas-amorais-relativistas, as tornando indivíduos sem opinião própria e discernimento. Contudo, quando algo dava errado ou alguém percebia o engodo, o pretexto era sempre que era preciso distorcer por algum motivo benéfico; que era preciso estar sempre se contradizendo pra que o Ego não se apegasse à nenhum conceito. Entretanto, a mim é constatação que pra que não nos apeguemos, não é necessário acreditar e desacreditar das coisas o tempo todo; simplesmente saímos dos extremos e encontramos a essência.
Meu processo de encontrar a conexão direta com a Consciência foi justamente ler e ouvir várias vertentes diferentes espiritualistas, ao contrário do que o grupo recomendava, que era o de não ficar "misturando" os ensinamentos de vários seguimentos. Era preciso se focar (bitolar) somente ali. A entidade falava que quanto mais FRIO, mais próximo de Deus, pois ser QUENTE relacionava-se ao inferno, metaforicamente falando. As emoções, sutilmente, eram retaliadas, mas ninguém percebia. Pois até chorar era sinal (a eles) de que éramos sofredores e portanto, apegados e imaturos.
Mas foi há um ano, apenas, que definitivamente admiti que não havia intenção nenhuma de integração no Amor e da libertação do Ser, nesse grupo. "Coincidentemente", uns meses atrás, recebo uma ligação de uma pessoa, ex-integrante do grupo, que me relata ter percebido o mesmo que eu e que alguns mais, também. Porém me entristeceu o fato de saber que apenas alguns "gatos pingados" perceberam a armadilha. Essa pessoa diz que sua vida também foi pro buraco e que somente começou a melhorar quando ela se afastou deles. Disse que estava em outra vibe e que havia conhecido pessoas que alegavam que TODOS GRUPOS ESPIRITUALISTAS estavam no sistema de manipulação de consciências, além das tradicionais religiões. De novo, "coincidentemente", encontro alguns na internet que dizem a mesma coisa e que fazem acender um entendimento em mim: "Precisamos mesmo passar por todo esse sofrimento? É mesmo carma? Somos mesmo almas involuídas? Qual a certeza disso?"
Essa pessoa que me ligou, acredita inclusive que tudo o que aconteceu comigo, foi obra de magos negros, induzindo pessoas também a fazerem o que fizeram a mim. Eu não descarto, mediante toda a sequência de bloqueios ocorridos e a solidão que agora me encontro. De todos que me aproximo, acontece algo para nos afastar, seja num mal-entendido, numa disputa ou numa desconfiança qualquer.
Naturalmente voltei a me interessar por assuntos de nossos "amigos do espaço" (e dos não tão amigos também). E quanto mais me envolvo com o tema, mais força interna, conexão e proteção eu sinto. Quando, num texto anterior recente, eu manifesto que é preciso questionarmos a intenção de nossos "mentores", era exatamente porque há MUITAS ENTIDADES querendo nos confundir e impedir de descobrirmos a realidade; nos deixando num nível consciencial cético, intelectual e materialista. Eles não querem que cheguemos ao estado inocente de uma criança, que não julga e nem preconceitua nada, principalmente coisas extrafísicas. A criança se abre ao desconhecido, enquanto a "respeitabilidade racional" do adulto rejeita e considera tudo irrelevante.
Muitos dirão que se não fosse por causa do grupo, eu, hoje, não teria a Consciência que me vem... Que graças a eles, eu tive visibilidade, e que estou cuspindo no prato que comi. Será? O que ultimamente estou repetindo (sem mesmo saber o motivo) é que a Verdade "reconfigura" um específico resultado maléfico em benéfico, ou seja, todo obstáculo que tenta nos desviar, atrasar e impedir de seguir o propósito divino, resultará no dobro de benefício, sentido de missão e abrangência. É como se uma energia contida por algo, num dado momento, rompesse violentamente e com força, arrastando muito mais pessoas consigo. Em outras palavras, a minha missão ganha um sentido muito maior, coletivo e universal do que teria antes. Contudo, isso, por si só, não justifica o mal que se faz.
É fácil cair na farsa... É muito fácil cair numa lavagem cerebral, perdendo toda sensibilidade e discernimento. A maioria não se lembrará das coisas que apontei aqui, pois além da memória ser curta, a devoção e idolatria as impedem de enxergá-las.
Já é hora de sermos todos nossa própria luz, sem mais receio, medo, carência e insegurança. Eu nunca quis intriga com ninguém do grupo, mas, sim, desejei a autonomia e libertação de seus membros, pra que enxergassem seus potenciais. Me sentia mal em ver tudo isso, pois a culpa de ingratidão me assombrava o tempo todo.
Porém, agora estão me pedindo um posicionamento... Não há espaço para culpas, cobranças e gratidões forçadas. A Gratidão é pela Consciência Maior que nos toma e faz perceber todo o falso. É preciso que se reflita o que está sendo incentivado em grupos espiritualistas. Você está sentindo paz e harmonia através de uma INDIFERENÇA e imparcialidade amoral? Sinto em dizer que isso não é a verdadeira paz interna...
Uma coisa eu digo: O cessar do sofrimento não deve ter como objetivo, a paz; mas, sim, a vivência do Ser-Consciência que somos... O resto é consequência. Pois, sem antes vivenciarmos isso, será paz, amor e felicidade artificiais; criação da mente, apenas.
O Ser-Consciência "perdoa", num sentido de compreensão da ignorância alheia... Mas nunca pela crença de que a imoralidade e o malefício não existam (ou precisam existir).
Não peço para confiarem em mim; mas no que o Coração de cada um, realmente, diz.
O divisor de águas chegou... E com ele, os verdadeiros "irmãos astrais".
Era algo inevitável.



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