A SÍNTESE

      


      Já teve a sensação de que sua vida não mais lhe pertencia?

      No bom sentido da expressão, é o que venho sentindo muito, atualmente.

      Calma... Antes que se faça pré-julgamentos quanto ao que isso possa significar, eu explico...

      O que ando sentindo não é uma existência autômata, na qual somos hipnotizados ou guiados à mercê de forças ou pessoas. Não há perda de identidade (eu), apesar da perda de identificação obsessiva ao eu, tão comum no mundo... Não há perda de liberdade, porém há uma perda de "livre-arbítrio"... Confuso? Incoerente? Contraditório?

      Mas é assim que a Vida "funciona"... Em paradoxos. 

      Será que quanto mais livre-arbítrio houver, maior será a nossa liberdade? Ou, ao contrário: quanto menor for nosso poder de escolha, maior será a sensação de libertação?

      Meu Coração sente que quando desistimos de querer controlar as coisas e seguimos o fluxo da Vida, mais vamos nos libertando da ilusão... E o melhor: fazendo somente aquilo que realmente deve ser feito. O que em geral ocorre, contudo, é das pessoas "escolherem" o que a razão acha ser o correto, e que está quase sempre ligado à vantagens, dinheiro, respeitabilidade social, visibilidade, confortos e qualificações. Tudo o que é secundário passa a ser primordial... Então, "escolhe-se" o que dará mais prestígio. 

      Em contrapartida, há o grande erro em achar que "deixar-se levar pela vida" é NADA FAZER e permitir que os outros o controlem. Nesse caso, você não está seguindo o fluxo do Universo, mas negligenciando a voz da sua Essência. O "não-fazer" que as filosofias orientais ensinam, não tem nada a ver com resignação - pois, esta, está sempre associada à apatia, insegurança, culpa, ou medo... O "não-fazer" tem a ver, sim, com uma genuína sensibilidade em saber quando, como e pra que agir (ou não), respeitando o movimento das energias.

      Quando de fato sentimos que já não há mais controle e que Algo Maior está orquestrando o rumo de nossa vida, percebemos que tudo o que pensamos "ser o melhor" pra sermos felizes, cai por terra. Talvez eu tenha chegado num ponto onde minhas preferências ou tudo aquilo que acho melhor ou mais fácil já não possuem relevância às forças cósmicas.

      É irônico, mas todo mundo pensa que nada faço pra mudar a minha vida... O problema é que todas as coisas que fiz pra me ajustar razoavelmente em sociedade foram em vão, as pessoas que quis me aproximar repentinamente se afastaram (ou, então, não eram exatamente amigas), e o caminho que meu Coração queria me foi impedido. Conclusão: compreendi que Algo estava me conduzindo a outras coisas, bem mais abrangentes.

      Já tive oportunidade em dizer, outras vezes, que sinto que o Universo - Vida, Todo, Deus, Verdade - "reutiliza" situações. Ele não é uma autoridade que "faz o que bem quer" e dane-se a gente ou, então, faz porque merecemos, como um dia já acreditei. Não sei... Mas hoje penso que Ele é um "organismo vivo", em expansão ou até em contração, também com seus reveses, equilibrando-se e curando os desequilíbrios através de seus "anticorpos" (seres mais elevados). Portanto, não faz mais sentido crer que TUDO de ruim acontece porque tem que acontecer ou porque fomos nós que pedimos, escolhemos ou merecemos. No entanto, penso que se acontece, por mais doloroso seja, a Luz da Verdade nos brinda com um desenvolvimento mais rápido em sabedoria e libertação. Nesse sentido, sim, nada resulta em malefícios, mas sim em progresso e movimento.

      Devido a esse tipo de visão, muitas mentes distorcem o sentido, passando a acreditar que "o mal não deve ser interpretado como mal", "que devemos aceitar tudo passivamente" ou "não julgar a nada (deixando tudo impune)". Ainda que eu não seja a favor de ódios, vinganças e violência, não faz sentido mais acreditar que tudo deve ser aceito como vontade de Deus-Vida

      Compreender o que seja o fluxo natural do Universo é pra poucos...

      Esses dias me veio um insight, dando uma singela explicação do que era o "mal"... E o que a Consciência disse era que todo mal era uma força, individual ou de grupos, querendo contrariar ou paralisar o movimento natural do Cosmo... Ou seja, tudo o que tenta estagnar, à força, a expansão ou a contração do Universo, cria a energia destrutiva.

      Claro que isso gera dor - ainda que o prazer também esteja associado a ela - de forma coletiva. Portanto, não importa se somos mais bondosos, fraternos ou éticos, a dor, de uma forma ou outra, ainda nos atingirá. O que nos salva não é bem a nossa conduta, e sim o nosso grau de conexão com a Fonte e o seu fluxo, e o desprendimento das coisas do mundo. E mesmo que nos salve da dor humana, não nos poupará da dor da Compaixão... Bom, mas essa é uma outra história...

      Os "vírus" estão, a todo momento, tentando destruir a nós, "células sadias" (porém indefesas). Mas graças aos "anti-corpos", estamos nos regenerando cada dia mais.

      E o vírus é tudo aquilo que nos desvia da verdade de quem somos, seja a nível cósmico, seja a nível de mônada... Tudo o que nos aprisiona na ilusão terrena, materialista, hedonista, de poder e status. É um vírus que faz com que sintamos culpa, remorso e medo, e nos chantageia através disso. E por acharmos que não temos direito à liberdade e à divindade, nos aprisiona numa eterna roda de sansara. Nos obriga a pagar "dívidas" com a desculpa de que não fizemos por merecer.

      Não existe perfeição a ser atingida pra sermos livres; há, sim, a conexão profunda com a Fonte, que nos liberta dos apegos do mundo, com suas crenças, conceitos e carências, e nos abre a visão para outros tipos de realidade. Pois só assim seremos como às crianças a adentrar o "reino dos céus".

      Já fazia algum tempo que vários sistemas de crenças estavam se desfazendo em mim. A questão do carma, da reencarnação, do "merecimento", de "tudo ser da vontade de Deus"... Nada mais fazia sentido. E tudo começou exatamente depois de eu procurar ajuda "espiritual" devido a um malefício intencional ocorrido na minha vida. Muitos espiritualistas de várias vertentes e instituições me acusavam de ser eu A CULPADA ou de merecer tal prejuízo por consequência de vidas passadas, sem saberem destas ou de quem eu era... Comecei, então, a questioná-los; o que causou irritação. Perguntava: "Porque verdadeiros mestres espirituais (cristos) da humanidade sofriam retaliações, maldades e hostilidades de outros? Foram maus em outras vidas? Estão pagando?" E a resposta que todos me davam era que ELES ERAM SERES ESPECIAIS, por isso tal sacrifício... Mas, logicamente, isso não me convencia. 

      Por começar a questionar, o fluxo universal me direcionou a encontrar pessoas diferentes de todos os tipos de vertentes, fosse ela espiritual, ufológica, conspiratória, filosófica e política... E por não ter a barreira do preconceito, me permitiu FAZER UMA SÍNTESE de tudo o que é realmente essencial à nossa LIBERTAÇÃO.

      Apesar de todas essas pessoas falarem "línguas" diferentes, elas falavam a mesma coisa: O MUNDO É UMA MANIPULAÇÃO.

      Pessoas de renome ou anônimas, juntas num mesmo coro universal, mas conflitando por particularidades... 

      Na política e na economia, diziam que o mundo era dirigido por um pequeno grupo com intenções maquiavélicas de separação, de destruição da moral e de exploração financeira. Foi a comprovação à minha percepção quanto à cultura da banalização, da amoralidade e da mediocridade humana. 

      Na ufologia, diziam que acobertava-se as informações de seres de outros planetas, dissimulavam e ameaçavam aqueles que divulgavam as aparições mais comprometedoras. Foi a comprovação do meu ceticismo quanto ao nosso isolamento e do atraso à exploração espacial. "Só chegamos até a Lua?! O quão primitivos somos?" perguntava. 

      Na ufologia espiritualista, diziam que nossos amigos (e inimigos) do espaço já viviam conosco há muito tempo e que alguns nos ajudavam e outros nos "ferravam", e que toda exploração da Terra era de origem extraterrestre. Foi a comprovação de uma vida de escravidão que sempre percebia e de que as historinhas de escrituras religiosas nada tinham relação com anjos e demônios, deuses e deusas, e sim com seres de outros sistemas e planetas. 
      
      Nas teorias da conspiração, diziam que havia os Illuminatis, o grupo Bildeberg, as várias sociedades secretas, as religiões, os rituais satânicos, a manipulação das mídias, das corporações, do mundo artístico... Comprovando que a sociedade era um gigantesco circo, e que recebiam a maiores regalias, aqueles que faziam pactos com tais seres "alienígenas", ou seja, os membros de tais minorias.

      Na filosofia e na espiritualidade diziam que era preciso questionar tudo e "conhecer-te a ti mesmo"; perceber o falso para descobrir o real; meditar, refletir, interiorizar - não acreditar, simplesmente. Fez-me utilizar também de algumas ferramentas ancestrais de autoconhecimento para entender o Ego e seus condicionamentos. Não só me comprovou que a Verdade está muito além das simples e fáceis aparências, como fez com que eu bebesse os insights direto da Fonte do Ser. Não precisei estudar profundamente nenhuma filosofia ou ensino espiritual... Tudo foi rapidamente absorvido e compreendido gradualmente, mais como a chaves de um portal de memórias do que a informações, exatamente.

      O fato de eu me interessar por diversos assuntos não era pra confundir, criar conflitos, "encher a xícara" de convicções, mas, sim, de chegar a um FATOR EM COMUM - e isso, inconscientemente. Não foi intencional, até eu descobrir mais tarde, a razão... Por isso digo que Algo Maior me conduz e que quando quero ir por caminhos habituais e medíocre, Ele, agora, me impede de ir. Não me obriga, mas me mostra sempre que é um "tiro n'água". 

      Descobri que sou um "sintetizador"; algo que capta várias informações e energias e as transforma em uma só frequência. Pois talvez sejam raras as pessoas que consigam adentrar diversos mundos tão distintos e ter uma abertura pra se ter atenção e tirar o essencial de cada um deles.

      Outra impressão que me veio, esses tempos, foi que minha "antena mediúnica" está recebendo vários sinais de muitos "grupos extradimensionais". Talvez por isso a minha flexibilidade e meu ecletismo sejam tão amplos. Não sei bem... Mas minha intuição diz que as várias horas com os números iguais que vejo, diversas vezes consecutivas, tem algo a ver com os vários "portais dimensionais".
      
      A sensação de que minha vida já não me "pertence" mais, como disse, não me faz sentir-me tolhida ou aprisionada. Pelo contrário, me dá mais alegria em saber que o fluxo do Universo é exatamente aquilo que o meu Coração sempre quis e sentiu de verdadeiro... Pois tudo o que ele "acreditava" era para me direcionar a um propósito maior que beneficiasse todo um coletivo de individualidades, ou seja, uma missão onde pudesse COMUNICAR a maior variedade de tipo de pessoas, a mensagem de uma Consciência Cósmica. E mesmo que haja obstáculos ou atrasos, nada impedirá o movimento natural do Universo com o seu propósito de libertar a humanidade... As pessoas certas sempre chegarão na hora certa.

      Não importa a crença de cada um; o que "eles" querem é a nossa LIBERTAÇÃO desses que já nos exploram há milênios. E quando falo "eles", refiro-me a essas entidades moralmente evoluídas, das quais não me apego a nomes. Ao meu entender terreno, são "anjos", não no conceito religioso desses seres, mas como almas elevadas e de Luz que estão aqui a nos "inspirar" ou contactar. E quando os nomeio, como a Miguel, Gabriel ou Rafael, não estou falando de personalidades, mas de arquétipos de consciências superiores que, independentemente de sua origem, querem o nosso Despertar e a Consciência da Verdade que somos. Apegarmos a ou rejeitarmos "mensagens" elevadas pelo simples nome ou personagem, é não enxergar que a Verdade pode vir até da boca de um louco... Pois como já disse: "Não importa se quem profere a mensagem é confiável, mas, sim, a mensagem que é proferida". Peguemos o verdadeiro e joguemos o falso fora.

      E o verdadeiro é que... Estamos todos no mesmo Titanic. O colete salva-vidas é sua abertura de Consciência. O bote, a sua missão.

      Algo Maior quer a sua ajuda.


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