SOMOS TODOS "A REDE"

      


      (Texto livre a todas as mentes, porém mais indicado aos espiritualistas)

      O insight que tive é bem metafórico. Não sei se serei clara, mas a intenção não é fazer ninguém entender, mas escrever (e jogar ao vento) aos que estão aptos a captar essa mensagem.

      E uma coisa que venho percebendo, é que muitas mentes leigas em assuntos espirituais, podem até compreender melhor do que aquelas cristalizadas numa crença ou linha de pensamento adquirida. Portanto, deixo o texto reverberar, tentando não perder energia com os que não entendem e me criticam pessoalmente.

      Andei refletindo sobre a questão do "E depois de nos entregar à Consciência? O que fazer?". Lembrando que é uma reflexão, não uma afirmação de nada. Talvez uma percepção do que vem sendo apresentado a mim e de como compreendo isso.

      No início do "despertar da Consciência", nos é exigido uma espécie de "suicídio" do ego (estado egoico), em que nossa própria mente inicia um processo de desconstrução.

      Seria como instalar um programa de desinstalação (ensinamento espiritual ou filosofia) limpando tudo o que é supérfluo e o que atrapalha o bom funcionamento do computador.

      Após um bom tempo usando o desinstalador, chega um momento, porém, que ele próprio começa a ser um entrave, tornando-se um tirano a dominar todo o sistema. O computador perde sua individualidade (personalidade) e inclusive o seu antivírus, que lhe permitia discernir ou detectar o que era prejudicial a ele. O programa de desinstalação nos tira o julgamento de "certo" e "errado" baseado apenas na criação, cultura, escola e religião; ou seja, tira a artificial programação, que até então nos auxiliava a termos uma conduta aceitável (dependendo da mentalidade do meio em que vivemos).

      O que era para ser uma ferramenta de "limpeza", de repente, torna-se um novo aprisionamento. Ele acaba nos tornando vulneráveis à qualquer vírus ou ameaça.

      Poucos percebem o controle do desinstalador, pois este torna-se o ego (programa) substituto.

      No entanto, uma vez percebido isso, descartamos esse programa de limpeza, formatando todo o nosso sistema mental, sem mais precisar de nenhum outro programa desconstrutor.

      Nesse ponto, já sabemos que tudo o que é instalado em nós, é somente uma ferramenta, e não nós de verdade. Portanto, não precisamos mais de nenhum auxílio, mas sim, da nossa própria percepção: o verdadeiro antivírus.

      É aí que se inicia a autonomia da Consciência e o seu discernimento de tudo o que é falso e prejudicial. Ela (Consciência) percebe-se em um computador (reservatório) cheio de dados, mas sem confundir-se com os dados. Mas, ao olhar-se pra Ela mesma, se descobre como uma rede de conexão (internet).

      A Consciência é a livre passagem de informações ou códigos, e o que faz o computador (indivíduo), de modo peculiar, decodificá-los. 

      Quanto mais consciente como a uma rede ficamos, mais o computador (que somos ou estamos) torna-se útil e inovador. Nossas ferramentas tornam-se acessíveis a todos e não somente a um determinado grupo, mesmo contendo programas únicos (diferentes).

      Chegará um momento, em que nenhum programa terá qualquer controle sobre nós, mas será a rede (internet) que somos, que irá determinar a nossa real "função" ou propósito maior ao bem comum de todos.

      Enquanto a programação (padrão), que o computador (indivíduo) pensa ser, lutar contra e querer o controle, não se realizará o papel fundamental como a um portal de acesso e de expansão de Consciência (rede).

      A "rede" precisa de computadores destravados para aumentar sua força e ser acessada. E para isso, é preciso que cada "máquina" trabalhe na sua formatação, tirando todos os programas da vaidade, da idolatria, do apego e do medo.

      Ser "rede" é perceber que nossas ferramentas únicas ou mesmo coletivas são válidas e necessárias, mas que não são a Essência que nos conecta.

      Após nos reconhecer verdadeiramente - não como teoria - com o que de fato somos, o propósito do nosso computador (indivíduo ou personagem) se adequa ao bem maior coletivo de elevação consciencial, não mais apenas às nossas próprias necessidades ou gostos. 

      Então, voltando à pergunta inicial "E depois? O que fazer?"; concluo  que, apesar de termos o nosso mínimo livre-arbítrio, não seremos nós (computadores) a estar realmente fazendo algo...

      Será a Consciência (rede de conexão) a nos conduzir e a mostrar qual a nossa utilidade no mundo.

      Mas somente quando cada programa nosso, não ser mais um entrave à ela, e sim, uma simples ferramenta de interação.


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