DESORIENTAÇÃO CULTURAL

      


      Cada vez que despertamos da hipnose coletiva, mais claro certas coisas vão ficando.

      Isso apenas acontece porque nos desprendemos de vários tipos de preconceitos e condicionamentos, tanto culturais, filosóficos, religiosos, como étnicos.

      Quando não há a velha barreira que nos impede de escutar o outro e refletir sobre o que ele diz, nossa visão se expande e conseguimos enxergar mais amplo.

      Assim, posso compreender um assunto espiritual juntamente com um do tipo carnal, numa mesma linha de raciocínio, por não me prender a nenhum. Eu tento mostrar a hipocrisia das duas coisas.

      A espiritualidade sem religião conseguiu se desvencilhar de muitos dogmas repressores quanto aos nossos comportamentos, que certas igrejas pregavam propositadamente com o intuito escuso de controle. Houve uma espécie de grito de independência daqueles que ainda sentiam necessidade de se "religar" a Deus, mas que desejavam se apartar de qualquer instituição religiosa austera.

      No entanto, o que eu vi, participando de muitos meios espiritualistas "independentes", foi uma nova estruturação de um novo tipo de dogma, que as pessoas achavam ser totalmente libertário. Elas não viam que estavam sendo opressoras também, só que de forma contrária.

      Com aquela ânsia de se libertarem das antigas crenças, passaram a recriminar veementes (muitas vezes de forma preconceituosa) qualquer tipo de moral cristã.

      Talvez, por eu nunca ter pertencido a uma religião, não tive esse impulso e nem essa repulsa em relação a nenhuma crença preceitual. Apenas enxergava o que era exagerado, de ambos os lados da "moeda".

      A moral religiosa, no meio holístico, esotérico ou de filosofias mais orientais, foi crucificada ou condenada como a uma Inquisição. O passado negro da Igreja Católica foi associado à moral cristã de Jesus, que em nada tem a ver com a religião em si. 

      O que eu quero, dizendo isso às mentes mais libertárias, é que muito do que os cristãos falam não é um simples moralismo sem sentido ou uma mentalidade retrógrada e conservadora. Não é meramente uma falácia para conservar a tradição, mas sim o que Cristo ensinava e que fazia o Ego com seus vícios cair ao chão.

      A Verdade não pertence a nenhuma religião. Fato. Mas a função dos cristãos é denunciar a degradação humana, ou seja, aquilo que nos leva a retroceder ao primitivismo. 

      A sociedade globalista nos quer dementes, e se os espiritualistas ditos universalistas ou independentes não tomarem uma posição moral, serão arrastados pelas influências obscuras que nos querem seus escravos, cada vez mais descartáveis.

      O mais interessante nisso tudo, é que as religiões ou filosofias orientais, nunca pregaram qualquer tipo de libertinagem ou aceitação do que é imoral. Pelo contrário, a luta dos orientais sempre foi a desidentificação com o Ego e seus desejos descabidos. 

      Era estranho, como oriental que sou, ver as pessoas acreditarem que os ensinamentos deles era algo libertador no nível carnal ou sensorial da coisa. A filosofia dita "amoral", por muitos, foi usada pela grande maioria para cair na desforra e liberar geral. Mas espera aí? Não é justamente o Ego grande que quer satisfazer, custe o que custar, os seus desejos e manias? Cadê o desprendimento e a serenidade de espírito que o Oriente ensina, nesse ôba-ôba cultural escandalizado que eu vejo? É só constatar a disciplina do zen budismo japonês e ver que de "gandaia" não tem nada. Muito irônico... As pessoas se acham modernas com a mentalidade hippie dos anos sessenta...

      Promiscuidade passou a ser "direito de ser feliz". E, mais pra frente, as pessoas acharão que somente ao sermos homossexuais ou bissexuais teremos plenitude... Como se felicidade verdadeira tivesse alguma coisa a ver com prazer.

      Sim, estão começando a implantar essa ideia. Ninguém mais terá direito de ser o que é, e sim o que a "ciência" e os "estudos" disserem o que somos.

      Eu não terei mais o natural direito em ser mulher e gostar de homens, porque dirão que foi um padrão incutido em minha mente... Assim como a sociedade recrimina aqueles que não compartilham do mesmo comportamento sexual "mente aberta" da maioria. 

       O que as pessoas não veem é que a promiscuidade de alguém, muitas vezes é usada como trampolim para uma confusão de identidade, que muitas vezes é apenas um transtorno de personalidade do indivíduo, e não uma real orientação ("escolha") sexual.

      A cultura do "desencana" transformou o mundo novamente em uma Babilônia (se é que não está pior). Basta ver os filmes e seriados, nos quais querem normatizar comportamentos excêntricos. E se caso estes me chocarem, será porque eu sou uma preconceituosa e de visão limitada... Ou então, uma hipócrita. 

      Por que devo achar que uma idiossincrasia minha e a de outros devem ser expostas ao mundo de forma impositiva? Por que escandalizar achando estar quebrando tabus? Será que ninguém enxerga que tabus são quebrados através do respeito e admiração conquistados?

      Respeito é bom e todo mundo gosta. Mas onde está o respeito pelo direito em ser mais "conservador" ou introspectivo? É preciso que eu ache bonito e goste de coisas que eu não acho bonito e nem gosto para não ser taxada de moralista?

      Nem que o mundo inteiro fique homossexual ou bissexual, eu nunca deixarei de ser hétero (e muito menos mulher), ainda que seja a única. E isso simplesmente porque não sou homo ou bi!

      A agenda globalista não quer apenas nos desorientar sexualmente, moralmente, espiritualmente... Ela quer também diminuir a população mundial. Deve ser por isso que nos querem todos gays. Aí quando um ditador (esse sim preconceituoso) surgir, ele terá um motivo para eliminar aqueles que foram condicionados a serem bi e homossexuais.

      A orientação sexual não é da alma do ser humano. Ela está na mente e cada um reage conforme o que ela comanda. Se é de nascença ou não, eu não posso saber. Mas uma coisa eu sei: nossas mentes são moldáveis, ou seja, pode-se acreditar ser uma coisa que não se é, por simples doutrinação persistente. A hipnose é uma realidade e todos estamos, de alguma forma, acreditando ser quem não somos; em maior ou menor grau. 

      A moral cristã, na sua profunda essência, não é para nos oprimir. Ela, quando utilizada com sabedoria, também nos descondiciona da programação perversa, que foi feita para nos fazer escravos de nossos instintos mais primitivos.

      Buda nos alertou da ilusão e dos desejos.

      Cristo, da hipocrisia e do egoísmo.

      Onde está a diferença?


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